Looking for Eric - Futebol,Cinema e Filosofia
10:50 Postado por Fred Elesbão
Uma dica para aos leitores do blog é o novo filme, do diretor Britânico Ken Loach, “Looking for Eric”.Um retrato cômico de como o futebol inglês hoje trata seus torcedores e sua própria história. No filme Eric Bishop é um pobre carteiro fanático pelo velho esporte Bretão, mas que se encontra uma crise profunda em relação a tudo na vida. Pensando em suicido, devido ao uma espiral maluca depressiva, pois não consegue ajudar a cuidar da neta e se ver obrigado a reatar relações com a ex-esposa.
Depois de muitas drogas e bebedeiras, Bishop começa a ter debates filosóficos com seu maior ídolo futebolístico, Eric Cantona. As alucinações com o velho herói rebelde passam a ser tão comuns, que quem assiste encarar toda a maluquice como normal.
Eric Cantona fora famoso por pelo seu Futebol, Filosofia e Rebeldia. Nesse filme não podia ser diferente, todos esses conceitos se misturam ,e no final, ficção e realidade fazem parte do mesmo time que entra em campo ou nas telas.
Não sei se este filme será lançado no Brasil. Caso não seja, baixem, comprem ou roubem de alguém... O importante é não deixar de assistir essa película.
Novo rumo do blog
23:00 Postado por Lucas Martins
A 3 dias, eu e o Fred decidimos continuar com as postagens e pedir o blog ao Rodrigo, para que possamos dar continuidade com nossos textos sobre as torcidas do mundo todo.
Desde já peço a ajuda de todos que gostam do blog a participar do mesmo, seja escrevendo matérias, comentando ou dando palpites sobre textos e assuntos pertinentes.
Eu Lucas peço desculpas aos leitores assíduos do blog pela falta de matérias nesses ultimos dias.
A Demanda Reprimida do Nacionalismo Alemão
06:30 Postado por Fred Elesbão
Viver na Alemanha é estranho, não existe país mais sequelado historicamente do que esse. Respira-se traumas, paranóias e cicatrizes por todos os lados, e no Futebol não poderia ser diferente.Estava presente na bancada, quando a seleção Alemã atropelou o Azerbaijão enfiando um chocolate de 4 tentos na semana passada. Miroslav Klose entrou apenas no segundo tempo, marcando ainda 2 gols, e como diria o velho José Trajano, me recuso em acreditar que esse cara seja considerado craque.
O que mereceu destaque nessa partida foi o clima da torcida. Já falei sobre o fanatismo alemão em relação ao futebol e seus respectivos clubes, mas nunca tinha visto essas manifestações para com o País ou a Nação, seja lá o que isso signifique.

Hoje, o comportamento padrão de um Alemão, em relação à quase tudo na vida, é sempre negativista. E quando o assunto vai para história ou política, a reação é sempre de culpa na defensiva.
Não vou dissertar sobre as razões de disso tudo, mas é irritante por aqui esse clima eterno de que nada dar certo e que tudo não presta. Qualquer iniciativa para com a vida que possas ter, sempre vai ter algum germânico do seu lado para lembrar que isso vai dar errado por analíticas razões. É o racionalismo levado ao extremo, onde todos morrem no pessimismo. Nietzsche não era Alemão por acaso...
Tudo isso se inverte quando o assunto é a Fußballnationalmannschaft, a gloriosa seleção alemã de Futebol. Tudo aquilo que era reprimido e considerado politicamente incorreto é liberado, é nesse momento que o
Orgulho Alemão deixa de ser um tabu e o velho Pan-germanismo volta com toda força. A histeria e bandeira tricolor alemã são tratados como iguais.Esse é o Disturbio Bipolar da psicologia moderna germânica, durante as semanas e dias comuns, nada na alemanha presta e deve-se ter vergonha de ser alemão, mas se a seleção entra em campo, „Deutschland über alles” eternamente. Essa atitude, nem Sigismund Schlomo Freud explicaria!!!
Os „Nationalelf”, os onze da seleção nacional, canalizam um orgulho nacional que não
se ver normalmente. Eles representam o único momento que os velhos saxões podem levantar as bandeiras e as cores da nação.Vi amigos e colegas que jamais se comportariam dessa forma numa situação cotidiana, pessoas que até já me repreenderam por ter aprendido as notas musicais do hino national alemão. Mas quando a Mannschaft entrou em campo cantaram com todo rigor e orgulho a velha „Das Lied der Deutschen”
Muitos chamam isso de patriotismo, outros de social-chauvinismo e alguns simplesmente de saudosismo, mas isso é um outro debate.
Se o Brasileiro só é patriota em época de copa do mundo,
Um Alemão só tem direito ao patriotismo quando o assunto é Futebol.
OSV vs. St. Pauli - Futebol de Várzea com Punk Rock
08:22 Postado por Fred Elesbão
Aqui em Hannover ainda nessa quarta feira, a Alemanha enfrentará o Azerbaijão. Uma vitória é uma peça chave, já que a Rússia venceu seu jogo do final de semana e encostou nos alemães na classificação do grupo. Depois escrevo qualquer coisa sobre essa partida.
Nesse pequeno intervalo, as equipes alemãs aproveitam esse break do campeonato para realizarem os “Testspiele”, ou jogos testes. E o St. Pauli veio até Hannover enfrentar um time de várzea local, o Oststädter Sportverein, equipe da 7º divisão alemã.
Os “Piratas da Liga”, como também são conhecidos pela grande mídia, venceram por 3 a 0 a pobre equipe local, gols de Nils Pichinot, Marius Ebbers e Fabian Boll. Uma boa festa para os 2.400 pagantes empoleirados em árvores, alambrados, cercas e concreto. Coisas do F
Despois da vitória nesse jogo teste, festa com muitas salsichas, Sauerkraut e Rock n’roll.
FC St. Pauli em qualquer cidade na Alemanha é sinônimo de Punk Rock e Futebol. Qualquer Punk ou Skin em terras germânicas vai acabar aparecendo nos jogos. Esse fenômeno “cult” do clube está relacionado, e
Estudos recentes revelaram que os torcedores do FC St.Pauli na Alemanha já chegam a 11 milhões, e com mais de 200 fanclubs registrados por todo o país.
A Totenkopf (Crânio com ossos cruzados) foi adotado de maneira informal pelos torcedores, e o clube começou a assimilar gradativamente como estratégia de marketing. Trabalho que deu muito certo e hoje a Totenkopf é o escudo "alternativo" do clube.
O time está liderando a 2º divisão alemã, e se o gigante Morike Sako voltar a jogar a bola que sabe, não tenho dúvida que a equipe subirá à primeira divisão no ano do seu centenário.
Hannover 96 – Tricolor ou Colorado??
08:04 Postado por Fred Elesbão
Desde de que me mudei para as velhas terras germânicas, muitos amigos e camaradas me perguntam, quais a verdadeiras cores do Hannover 96? Essa semana em um dos fóruns a dúvida surgiu novamente.Por que diabos o Hannover joga de vermelho no campeonato Alemão, se todos os torcedores levam cachecóis e bandeiras verdes para o estádio??
A resposta é simples e chega a ser ridícula: A Histórica Burocracia Alemã!!
O clube é Tricolor, com as cores oficiais Preto, Branco e Verde, mas em 1910 u
ma lei da federação local de futebol, proibiu as agremiações esportivas da cidade de Hannover de usarem as cores próprias do clube em campo, obrigando-os a adotarem cores diferentes nas camisas. O “HSV 96” optou pelo vermelho, e aí uma nova tradição foi criada.O Hannover 96 é um dos clubes mais antigos da Alemanha, e um dos mais populares no norte do país. Quando o time entra em campo, os locutores sempre se referem como o “96” ou “Die Roten” (Os Vermelhos, em alemão).
Embora a torcida sempre carregue o “Schwarz-Weiss-Grün” (Preto-Branco-Verde) nas arquibancadas, ninguém abre mão da tradicional camisa vermelha como uniforme número 1. Os uniformes reservas, sempre carregam as cores oficiais do clube, mas a primeira identidade é sempre o Vermelho Encarnado.
Isso faz com que o Hannover 96 seja Tricolor e Colorado ao mesmo tempo. Fruto da velha insanidade burocrata alemã.
Se muitos acham que o Brasil é o país da burocracia, é porque nunca viveram na Alemanha. Aqui tem “canetada” para tudo na vida!! Até para cores que seu time vai entrar em campo...
O Jogo Que Se Vê Com O Coração
15:51 Postado por Lucas Martins

No último jogo do Inter em casa, numa dessas noites de quarta feira, notei na arquibancada do setor Popular Placar, um senhor, escutando seu radinho, virado para o campo como que vendo o jogo atentamente, mas em sua mão havia uma bengala e em seu rosto um óculos escuro. Se tratava sim de um deficiente visual, ele sempre esteve lá, em todas as partidas do Inter, cantando com a Guarda Popular e ouvindo seu time jogar, eu o via mas não notava a grandiosidade daquilo que eu olhava, não notava que presenciava uma demonstração de amor que poucos seriam capazes de fazer, não notava que aquele homem era um Colorado fora do comum cujo o sentimento pelo clube que amo é maior que qualquer dificuldade que ele tenha para chegar ao estádio, é maior que a dificuldade de subir degrau por degrau da arquibancada lotada, é um sentimento grande o bastante para motivá-lo a acordar todos os dias e superar os obstáculos da vida.
O Futebol é um esporte apaixonante, é impossível ver uma partida de futebol em qualquer estádio do mundo e não sentir qualquer emoção, ele transforma as pessoas, mexe com o humor dos torcedores durante uma semana inteira e faz seus admiradores serem capazes de tudo para ir aos jogos.
A Modernização deste esporte alimenta a idéia do “torcedor momento”, este é aquele torcedor consumidor, que vê o time como algo que ele paga para ver, então tem direito de cobrar resultados, este tipo de torcedor abandona o clube nos momentos difíceis e volta a lotar o estádio em jogos grandes, deixando, muitas vezes, o torcedor de verdade do lado de fora.O Futebol Moderno também acaba excluindo dos estádios aqueles torcedores que são apaixonados pelo clube mas que não têm condições de serem sócios ou de pagar altos valores para assistir aos jogos. Mas os clubes não vêem isso, eles só vêem o futebol como uma maneira de enriquecer, não percebem que o futebol é muito mais que isso, não percebem que o futebol não se vê nem com os olhos, nem com o bolso, se vê sim como o coração.
O Ajax e a Indústria do Holocausto
09:52 Postado por Fred Elesbão
Resolvi passar esse último fim de semana na Holanda, que fica a poucas horas de Hannover, e visitar Amsterdam com todos seus pecados.Além dos canais, moinhos, tulipas, tamancos, coffeeshops e a Heineken Pilsener, outras coisas merecem destaque por aquelas terras. Um delas são os inúmeros museus bizarros, como o “Museu do Sexo” ou o “Museu da Tortura”, este último, uma verdadeira enciclopédia ambulante de toda maldade humana até então produzida na História. Uma dica, quando sair é bom tomar um bom banho de sal grosso, porque o lugar é carregado até os infernos.

Como o assunto aqui é Futebol não pude deixar de acompanhar a partida entre o Ajax e Sparta Rotterdam no domingo. O ingresso mais barato custava 35 euros e o meu grau de tolerância caiu para zero, acostumado com os baixos preços do Campeonato Alemão. Ou seja, na Holanda ainda é mais barato se divertir no De Wallen (como é chamada à zona de meretrício bairro da luz vermelha de Amsterdam) do que nas arquibancadas.
Pagando o ingresso a contra gosto, porque sou viciado em Futebol, não pude deixar de notar a quantidade de referência Judias na Torcida do Ajax. A Estrela de Davi ou a bandeira de Israel estava em todos os cantos do estádio, em bandeiras, cachecóis, tatuagens e milhares de Torcedores gritando "Joden, Joden" (Judeu em Holandês) a toda hora. E para completar essa salada toda, do outro lado os torcedores do Sparta Rotterdam gritavam “Hamas, Hamas” em referência ao grupo palestino ... ou seja a banquete estava todo armado...
Apesar de Amsterd
am deter a maior comunidade Judaica da Holanda, isso não se reflete na demografia da torcida ou direção do Ajax. A grande maioria das pessoas nas arquibancadas não tem nenhuma origem judaica e não existe nem judeu na direção do clube. Todas essas referências Judias foram apenas adotadas pela torcida nos anos 70, porque os rivais xingavam qualquer torcedor de Amsterdam de “Joden”. Uma criação dos Rivais e assimilado gradualmente pelos torcedores do Ajax.O problema é que hoje o Ajax ganhou todas as regalias da Indústria do Holocausto, mesmo sem ter nem Judeu presente. Isso tudo faz apenas parte do imaginário da Torcida. O próprio presidente do clube, John C. Jaakke, já declarou “O clube não tem nenhuma origem Judaica”. Mas menos assim quem xingar o Ajax é acusado de Anti-semitismo. Essa é a lógica insana! Quem criticar o Sionismo ou os crimes de Israel é automaticamente taxado de Anti-semita.
Isso tudo me fez recordar o professor Norman G. Finkelstein e suas pesquisas sobre essa indústria virtual, "...as atrocidades nazistas transformaram-se num mito que serve aos interesses da elite judaica, sendo que nesse sentido, o holocausto transformou-se em Holocausto (com h maiúsculo), ou seja, numa indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os não judeus em seu território e em áreas de influência".
